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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

 

Secretário-geral da ONU defende governo mundial para combater a pandemia




Desde o início da pandemia do novo coronavírus, governos ao redor do mundo têm imposto medidas inéditas de restrição à circulação de pessoas e reuniões diversas, incluindo religiosas, sob o argumento de “reduzir a curva de contágio”. Agora, o secretário-geral da ONU, António Guterres, propõe algo ainda mais radical: uma espécie de governo mundial.

A declaração do português António Guterres, que ocupa o cargo de secretário-geral da Organização Geral das Nações Unidas (ONU) desde janeiro de 2017, foi feita no último sábado, 17 de outubro, sobre o cenário mundial de mortes causadas pela Covid-19, uma doença para a qual ainda não há vacina e as medidas de tratamento precoce são rejeitadas por parte dos governos.

Guterres é ex-primeiro-ministro português e nos últimos três anos e meio coordenou a ONU, em um cenário de agravamento das propostas de legalização do aborto e aprovação de resoluções contra Israel em comitês da entidade.

Agora, o secretário-geral da ONU entende que a entidade deve ser munida de mais poder por parte dos países para que, supostamente, o combate à pandemia seja feito de maneira mais homogênea, mesmo que não ainda não haja um consenso na comunidade científica sobre a eficácia do confinamento generalizado das pessoas, o chamado “lockdown”.

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“A pandemia de covid-19 é um grande desafio global para toda a comunidade internacional, para o multilateralismo e para mim, como secretário-geral das Nações Unidas”, disse ele, de acordo com informações da agência LUSA. “Infelizmente é um teste que, até agora, a comunidade internacional está falhando”, acrescentou.

A sugestão de que a soberania dos países é um fator que contribui para a disseminação da doença – ignorando casos em que nenhuma medida de “quarentena” foi tomada, como na Suécia, e o baixo número relativo de mortes à quantidade da população, podem indicar um caminho oposto – é parte de um esforço antigo, através de discursos, para a instituição de um governo mundial que se imponha sobre as determinações de cada país.

Segundo Guterres, se medidas coordenadas não forem tomadas, “um vírus microscópico pode levar milhões de pessoas à pobreza e à fome, com efeitos econômicos devastadores nos próximos anos”.

O burocrata valeu-se de outro argumento muito usado quando se defende a criação de um governo global: o estabelecimento de uma suposta paz em regiões instáveis, como no Afeganistão, Iêmen e Síria: “É uma fonte de enorme frustração”, disse ele, referindo-se à incapacidade de impor medidas que, em tese, encerrariam os conflitos.

fonte: https://ift.tt/3dEgt8w 

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